Amamentação pública no Canadá – a vitória!

Amamentação pública no Canadá – a vitória!

Vitória! Vitória!

E mais uma vez a amamentação livre, pública e sem receios ganha a partida. Isso me regozija !

Em maio desse ano, um caso deu muito o que falar aqui pelas bandas da Terra do Gelo (Gatineau – Québec, Canada) : uma mãe amamentou em público ! Ainda bem que o que causou o burburinho todo não foi o fato de amamentar em público em si, mas o processo que ela fez contra o município ! Isso mesmo, a danadinha da mulher tascou um processo contra a municipalidade e ganhou.

O que aconteceu exatamente foi que Nathalie Gagnon, meu novo ídolo em matéria de mãe (uns 200 lugares depois da minha própria mãe, mas tá valendo), foi gentilmente « convidada » a ir para o vestiário, porque estava amamentando seu filho na beira de uma piscina pública municipal aqui em Gatineau. Ela, por sua vez, recusou o « convite » e deu queixa junto à Comissão de Direitos Humanos ligada à Prefeitura local.

Obviamente, a Prefeitura se rendeu aos argumentos da mãe de família e lhe deu ganho de causa hoje. Mas, não foi só isso… além de ganhar a admiração local, pela bravura e pela persistência, Nathalie conseguiu que todos os locais públicos (bibliotecas, museus, piscinas, parques e etc) tivessem seus regulamentos internos modificados e incluíssem, claramente, a permissão para que as mães pudessem amamentar em público sem receios, restrições ou vergonha.

Fora isso, uma pequena e simbólica compensação financeira e uma carta de pedido de desculpas. Igualzinho por aí, né ? Quantas vezes já vi (e ouvi) histórias escabrosas sobre  mães que tiveram que amamentar seus filhos em banheiros públicos, escondidas no carro, atrás de algum balcão só porque estavam em locais públicos.

Eu não sei não, respeito aqueles que não o fazem por uma questão religiosa, cultural ou pessoal, de vergonha mesmo. Mas eu, acho que sou descarada mesmo. Nunca nem atinei para a questão moral, já que não estava me expondo nua. Nunca tive vergonha, porque acho que não estava fazendo mal a ninguém, aliás, estava era praticando um bem maior… uma prova de amor, para a minha filha.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *